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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Amelie Poulain

Amelie Poulain

 
Amelie, agora com seus dezesseis anos. Um metro e sessenta e nove de drama, olhos amendoados de ressaca e um coração na mão. Aparentemente imperfeita e, de fato, era. Mas qual é mesmo a graça da perfeição? Carregava a dor como uma mochila nas costas e e não via a hora de jogar essa mochila no chão. Sua mãe não a entendia, seu pai menos ainda, mas ela não dava a mínima importância. Tinha esperança de que a ferida fosse cicatrizar desde o dia em que anotara na mão uma frase que dizia que, depois da tempestade, vem o arco-íris. Mas e daí, Amelie? Todo mundo sabe que você adora tomar chuva.
Ela era a última menina sozinha daquela cidade. Com cabelos na altura do seu ombro,  ela adorava se comparar a Capitu, a personagem de Machado de Assis. Sim, Amelie tinha olhos de ressaca. Era assim que aquela menina sempre se denominava, mesmo não sabendo o que significava detalhadamente essa expressão, olhos de ressaca. Amelie tinha algo que ninguém sabia o que era exatamente, sabia que ela sentia um amor inconsolável, mas ninguém realmente queria entender.

1 comentários:

Anônimo disse...

Adorei o blog. parabéns!

http://mundofabulosodamia.blogspot.com/

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